Segunda-feira, Julho 06, 2009

tenho botas vermelhas por causa de você




Ana Paula, Aninha, Ana P, annany, de pelúcia, ana cordeiro, de deus, ana carneirinho, @newyork.com.br. Para você, minha oxum camarão, com suas mãos magras e lindas e longas e que sabem fazer livros, que carregam livros, estantes na alma, biblioteca e cafeteria no piercing do seu umbigo.
Minha suave declaração de amor cá debaixo do Equador. E vestindo uma lingerie preta e vermelha, linda e metropolitana e rubra, como as minhas unhas, vísceras, batom. Uma que eu escolheria com você, nosso mineral, nossa pedra de carvão. Porque dividíamos intimidades. Como doeu, se doeu, se ardeu.
E que bom que lembras de mim nas pequenas bobagens entre os grãos de café. E esquece do tempo embalando meu jeremias. E intuindo o gayatri yantra num copo de chá de letrinhas.
jeremias, jeremias! És um gato? Mias?
Pra você, um brinde, um gole de licor de amêndoa com uma pitada de cachaça de Abaíra (não é de Camaçari nem de Castro Alves, mas serve?).
E ao som dos juramentos de Marina de la Riva.
FOTO: Ana Paula Cordeiro

Domingo, Julho 05, 2009

cartas bahianas, o terceiro


João Filho, Aninha Franco e Marcos Dias enviam novas Cartas Bahianas e já é a terceira leva da série. Desejo que eles espalhem muito dendê no asfalto quente para esta coleção fritar vários bolinhos. Dia 07, às 07 da noite. É lua cheia e eu estarei lá.

Quarta-feira, Junho 24, 2009

é o dia dele


Sim, o meu santo favorito é o São João Batista menino do carneirinho. Santinho criança com cabelo de anjinho e cercado de flores, estrelas e bichinho. Santinho que gosta de traque de massa, de fogos de artifício, de estralinho.

Esta é uma imagem de uma cena de Jeremias que foi ofertada a ele. É uma cena de reisado, onde o rei é o santo junino e a rainha é a chuva. Os atores cantam, dançam e tocam para para um certo São Cristinho, um santo que não existe em nenhum outro lugar a não ser no nosso palco. Um santo feito da poeira das estrelas, como o santo do estudo de Da Vinci, que ao fazer-se obra, transformou-se num carneirinho a brincar com o menino Jesus.

A foto é de David Glat e aqui, hoje, fica em homenagem a Almir e Jelber, nossos sanfoneiros queridos, que me presentearam com a infinita beleza desta música mágica que sai de um fole. Que Gayatri, com seu lume, possa iluminá-los no céu, na terra e em tudo o que há no meio.

E viva a São João! E que ele faça dar vinte espigas de milho no nosso pé.

Terça-feira, Junho 23, 2009

maria, ana, jesus e joão: santinhos do italiano




Domingo, Junho 21, 2009

menorah


Disse Artaud, numa das suas cartas a Henri Parisot, escrita no asilo de Rodez: " Quando recito um poema, não é para ser aplaudido, mas para sentir os corpos dos homens e das mulheres tremerem e rodarem em uníssono com o meu, rodar como se roda na obtusa contemplação do Buda sentado, para a alma, quer dizer, para a materialização corporal e real de um ser integral de poesia". E mesmo fora do asilo, sinto o que sentia Artaud.
Foto do pai de Jeremias, seu Euquides (interpretado por Amarílio Sales), clicada por Yuri do Val

Quarta-feira, Junho 10, 2009

aquela rosa foi uma jura que eu fiz



Esta é uma fotografia de David Glat para a terceira cena da peça Jeremias, Profeta da Chuva(Sala do Coro, de sex a dom, às 20h).

No elenco, chamam-na de "A cena de Rosinha", mas no texto lê-se: "Cena III: Experiência da Música". E leva este nome porque é uma singela homenagem a Luiz Gonzaga através de uma música que trata de uma profecia da chuva, falando do pássaro asa branca que bateu asas do sertão por causa da terra ardendo qual fogueira de São João.

Os atores na fotografia são: Simone Brault (em primeiro plano) interpretando Rosinha e Antônio Fábio e Mônica Gedione (ao fundo), interpretando Jeremias e sua esposa Nininha.

O texto da carta foi modificado ao longo do processo e traz apenas dois pequenos trechos de Asa Branca. A homenagem ao mestre lua continua e quem faz a voz do Luizinho, o coração de Rosinha que se foi, é o maravilhoso cantador pernambucano Silvério Pessoa. E na minha opinião, Silvério é o que de melhor existe na interpretação da música popular brasileira. Por isso, é uma felicidade ímpar tê-lo neste processo.

Segunda-feira, Junho 08, 2009

nasceu


Sim, Jeremias, profeta da chuva veio ao mundo.
Para assisti-lo, basta ir à Sala do Coro do Teatro Castro Alves, de sex a dom, às 20h.
A criança já anda com os seus próprios pés e é uma criança linda.
Uns dias, parecerá um leão. Noutros, parecerá um camelo.
Quando permanecer criança, será um espetáculo muito mais belo.
Como a natureza das coisas: simples como a vida, complexas como o teatro.
Ou vice-versa.

Domingo, Maio 03, 2009

cordas






Enquanto tento entender o universo elegante que a física tenta estabelecer através da teoria das cordas, percebo que elas também são predições. Assim, conecto-me com elas. No meu espetáculo Jeremias(que estreará em junho no Núcleo TCA) há cordas cósmicas, terrenas e oníricas. Foram sugeridas pela Miniusina, arquitetos cenógrafos que trazem diariamente para mim, belas descobertas para o palco. E aos poucos, todos da equipe, vão tecendo os fios emaranhados, arrumando o tear, a rede. As cordas somos nós, unidos invisivelmente pela deidade que queremos seguir. Neste momento, o teatro.


Nas fotografias, o grande e querido Hélio Eichbauer prevendo as cordas e as mãos de Zoíla Barata tecendo as linhas do nosso figurino

Domingo, Abril 05, 2009

bienal


Dia 26 de abril, domingo, às 18 horas, estarei com Alcione Araújo e Cacilda Póvoas no Café Literário da Bienal falando sobre dramaturgia contemporânea. Que tenho eu a falar sobre isso? Quase nada. Então falarei de Jeremias, profeta da chuva, que é um texto meu e é um texto deste tempo. Assim, sendo do meu teatro, eu estando dentro do assunto, sei falar de tudo, porque sei falar das minhas coisas. E vou lá, escutar e aprender com o Alcione, sempre tão cheio das sabedorias da palavra para a cena.

E esta foto acima é de um espetáculo com texto do Alcione, o Doce Deleite. E deixo aqui em homenagem ao palhacinho do meu cumpadre Lucian e à Cacilda, companheira de mesa, e que também é o nome do blog do Nelson de Sá, de onde pesquei esta fotografia.

Domingo, Março 22, 2009

a mais bela

O busto da bela egípcia mede uns cinquenta centímetros. A bela não tem uma córnea. Borges, um dia, modificou um dos seus poemas porque estava perfeito demais. Talvez não tenham colocado o outro olho para não fazer inveja às deusas. Ou talvez o olhar da rainha Nefertite seja o prenúncio de uma profecia sem decifração.

Sexta-feira, Março 20, 2009

um adeuzinho ao verão

E ainda há o bruxo magro, a coluna vertebral que come a cinza dos deuses. E a menina que depila os pelos e se pinta de mariposa cor-de-rosa. E um príncipe miudinho que sabe respirar por um narina só. As mosquinhas assistiram todo o filme e foram dormir nos seus travesseiros dentro dos mosquiteiros de nylon. Um pássaro aponta os pontos cardeais e já é outono na cidade.

anotações de um ritual


O camelo, o leão e a criança brincavam com os quatro elementos. A mãe que matou os seus filhos era fogo. Josefina é fogo. Jerusalém é fogo. O homem da água é filho da mulher quase cega e sem uma perna, mulher também da água porque é mãe do menino da água. Mulher também do quadrante da árvore. E do fogo de Deus. E da raiz da respiração de onde sai a reza e a oração. A menina que foi deixada chora e também banha o seu filho de lágrimas, mas o filho está vivo. É magro, é de madeira, é de terra, sujo de carvão. E lindo. A irmã dela quer ser a madona e parir uma pomba. Ai, ai, ai. O camelo sonhava que viesse a chuva, a chuva dos camelos, a chuva dos índios e dos noruegueses. A criança se desejava artesã de quermesse, criar bonecas de toco de pano. O leão era o pai. Lia o seu almanaque e visitava o seu amigo, o professor Pardal, o leão-galo da rosa dos ventos. O menino brincava de bicicleta e mexia a barriga para dentro e para fora, cheio de ar, fazendo graça. O sacerdote atanazava o sonho do moço bom. A mulher que queria virar santa e morar em alturas, também levava consigo um pouco de água, de pó de terra e pequenos fogos de artificios, chuvinhas, traques de massa. Foi-se embora, com o seu teatrinho.

Terça-feira, Março 17, 2009

cartas bahianas, segundos volumes


O projeto Cartas Bahianas, editado por Claudius Portugal e a P55 segue com mais dois novos lançamentos. O sol que a chuva não apagou, de Allex Leilla e Vestígios da Senhorita B., de Renata Belmonte, duas colegas de ofício. Allex é quase uma madrinha, pois estava na banca da Copene quando fui premiada em 2001. E é uma das grandes escritoras da terrinha. Aliás, a casa está bem servida: ela e João Filho (seu marido, que também estará na coleção) fazem uma bela dupla e tudo que escrevem é muito bom. Renata, sempre linda com seus bonitos vestidos, promete trazer bons vestígios do seu blog. Estarei lá, claro, para prestigiar a coleção. E mês que vem também teremos Aninha Franco com um inédito livro de gastronomia...

Domingo, Março 08, 2009

artesania

Foto de Lia Seixas

Aos 80 anos de idade, depois de um acidente num pé de jaca, Seu Diva, convalescendo, começa a criar passarinhos de tecido, passarins de pano. Bichinhos que não vivem em gaiolas. E foram as suas harmoniosas estampas brilhantes e coloridas alinhavadas com o sorriso de Dona Ana brincando com elas, que curaram a perna de Seu Diva.


A criação de Seu Diva, assim como a de alguns outros delicados artistas artesãos que tenho encontrado pelo caminho estarão perto de mim hoje e sempre nas minhas andanças no teatro e na vida.

Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009

o cristal e eu

Gayatri Mantra em escrita devanagari

Todo este sólido e tangível mundo que enxergamos é feito tão somente de diferentes tipos de vibrações e energias operando em diferentes níveis. Tudo é diferente e é igual, já que somos um único.

Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009

seu diva

Colagem de Maria Julieta R. D. Ferreira

Minha mãe chama o meu pai de Deco. Mas ninguém o chama de Seu Deco. Deco é apelido só dela. Meu pai chama a minha mãe de Fiinha. E ninguém mais a chama assim. Fiinha é apelido só dele. Dea é o meu apelido de antigamente. Só quem me chama assim são meus amigos muito queridos, minha família e gente que me conheceu na infância e adolescência. Dia destes, num lugar improvável, ouvi recentes colegas de ofício chamando-me de Dea. Foi como sentir o cheiro da casa onde nasci.
Neste carnaval, viajei para uma pesquisa disfarçada de passeio. E nestas andanças conheci o Seu Edivaldo, um artesão de oito décadas de delicadezas., uma das razões da minha longa trilha nos gerais do Rio Preto. Enquanto sua velhinha e alegre esposa, Dona Ana, Donana, Nonana, abria-me as portas de sua casa, oferecia-me café e sorria , brincando com as criaturinhas do seu companheiro Diva, eu ia me aproximando e chamando-o de Seu Diva também. Acolheram-me, permitiram-me. E minha pequena família de cristais, bichinhos e gentes vai aumentando no mundo.

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

vadeia dois dois


http://calendario.incubadora.fapesp.br/portal/introducao/imagens/asteca/image_preview

Dois dos dois. E esta casa faz aniversário de dois anos. Odoyá. O banho de chuva e mar com as pedras preciosas não foi no rio vermelho, foi no mar da baía da barra. No rio vermelho, um banho de sol amarelo, cantando o gayatri ao som dos atabaques para a rainha do mar e louvando Surya.


A razão disso tudo: os onze lindos atores que souberam hoje que farão parte do pequeno e delicado universo de Jeremias, profeta da chuva: Antônio Fábio, Amarílio Sales, Bira Freitas, Claudia di Moura, Fernando Santana, Marcos Machado, Maria de Souza, Mônica Gideone, Simone Brault, Tânia Soares e Zé Carlos Jr.

Domingo, Janeiro 18, 2009

para uma certa nina



Cartas Bahianas:

Pois bem: Para uma certa Nina é uma espécie de carta para uma sertanina, uma sertaneja ficticia para quem envio um bilhete, uma caderneta, um bloco de anotações. É um livrinho de brincar, colorir, divagar. Devagar. Uma andança em novas paragens: o conto curto, que ora é fragmento, ora prosa poética, mas tudo escrito ainda dentro da idéia do conto, meu estilo favorito. Tudo está em volta de uma história a ser contada, mesmo que seja de forma diminuta, como se fosse um trechinho de conto disfarçado de Koan, de haicai, de pequeno poema. Contos grandes partidos em pedaços, e ofertados para uma mulher que conheci depois de um acidente de carro que eu vivi em 2005, no alto sertão nordestino, no pé de uma serra na divisa de Pernambuco e Ceará, onde estive pesquisando o universo dos profetas da chuva para escrever o texto de teatro Jeremias.
Na encruzilhada onde houve o acidente estava uma pessoa, não lembro o seu nome, era uma mulher bonita, cheia de filhos, alegria no rosto e um marido robusto, honesto. Resolvi chamá-la de Nina. Ela já não tinha dentes. E a pele e o cabelo eram muito estragados pelo sol. E olhava pra mim como eu fosse um mistério, quando o mistério era ela própria.
Claudius convidou-me para o projeto Cartas Bahianas e eu quis enviar uma carta àquela mulher. Um conto, que é o que eu mais gosto de escrever entre as coisas que se escreve. E então nasceu este livrinho híbrido. Um registro suave e delicado de sensações que permearam esta viagem pelo sertão, onde atravessei desde a Bahia até o Norte do Ceará, lendo Guimarães. Por isso, uma homenagem a ele no final do livrinho. Guimarães é um mundo que eu louvo, louvarei sempre. Em segredo, mais bem em segredo mesmo, penso que Para uma certa Nina é o meu Tutameiazinho. Assim, sem acento e no diminutivo, para não ofender o mestre das travessias. Então posso dizer que ele é uma travessura, um travessinho. Mais um dos meus livrinhos de contos. De outro jeito, mas do mesmo modo, da mesma maneira.

aqui



Cartas Bahianas:


Vanessa Buffone estreou o seu primeiro livro em 2005, também pelo Braskem. E eu era membro da comissão julgadora no período. Os dias foram nos fazendo próximas e hoje eu sou a sua cumadre fulozinha. Estaremos juntas novamente na estréia do Cartas Bahianas. E fico feliz em andar entre amigos neste vasto, lindo e árido caminho da literatura.

três vestidos e o meu corpo nu


Cartas Bahianas:

Marcus Vinicius Rodrigues esteve sentado ao meu lado num dos dias mais felizes da minha vida, que foi o lançamento do meu primeiro livro de contos, As Camas e os Cães, pois ganhamos juntos o Prêmio Braskem de 2001, na época ainda Copene. Agora estaremos perto novamente, na terça, dia 20, na Tom do Saber, estreando esta coleção coordenada por Claudius Portugal, que, em 2001, era membro da comissão julgadora deste prêmio. Está sendo assim a minha caminhada na literatura baiana: encontrando e reencontrando amigos para andar juntos. E você, que agora passa aqui pela casinha, vê se aparece por lá pra brindar com a gente.

cartas bahianas


Cartas Bahianas é o nome do projeto idealizado pelo escritor e editor Claudius Portugal e visa publicar nomes de todas as gerações da nossa literatura baiana. Estreando o projeto teremos eu, Marcus Viniciius Rodrigues e Vanessa Buffone. Os lançamentos serão na charmosa livraria Tom do Saber, no Rio Vermelho, agorinha, terça, dia 20, a partir das 19horas. E quem frequenta a casa, é nosso convidado.

Segunda-feira, Janeiro 05, 2009

jeremias, profeta da chuva

Imagem do trecho de uma paisagem em Quixadá- CE

O espetáculo do Núcleo do Teatro Castro Alves em 2009 será "JEREMIAS, PROFETA DA CHUVA", com texto e direção da dona desta casa da mãe nonana (Ô, delícia! Ando feliz...).

É um projeto muito querido que venho plantando desde 2006. Agora é o momento da colheita e aguardo bons companheiros neste debulhar do milho.

Em novo formato, o Núcleo, hoje, abre audições para atores e inscrições em diversas oficinas durante este mês de janeiro. Aqui deixo as datas e algumas informações. Maiores detalhes podem ser obtidos pelos telefones (71) 3117-4881/4882, através do site www.tca.ba.gov.br ou pelo endereço eletrônico tca.nucleo@tca.ba.gov.br


AUDIÇÃO PARA ATORES
Inscrição de 05 a 16 de janeiro no Núcleo de Produção do TCA.
Realização: 19 a 21 de janeiro.
Serão selecionados 30 atores que participarão de uma oficina de 26 a 30 de janeiro para formação do elenco do espetáculo.


OFICINA DE DIREÇÃO - ADELICE SOUZA
Para seleção de dois assistentes de direção. São oferecidas 20 vagas e são exigidos como documentos fotocópia de RG e currículo vitae. A oficina tem carga horária de 15h.
Inscrições: 5 a 9 de janeiro no Núcleo de Produção do TCA, de segunda a sexta, das 13h às 17 h.
Realização: 13 a 15 de janeiro


OFICINA DE PRODUÇÃO - BRUNO MORAIS
Para seleção de dois assistentes de produção. São oferecidas 20 vagas e são exigidos como documentos fotocópia de RG, currículo vitae e comprovação, via atestado ou programa, de participação em, no mínimo, duas montagens como produtor ou assistente de produção.
Inscrições: 5 a 9 de janeiro no Núcleo de Produção do TCA, de segunda a sexta, das 13h às 17h.
Realização: 13 a 15 de janeiro


* * *


AS OFICINAS ABAIXO TERÃO INSCRIÇÕES DE 12 A 21 DE JANEIRO NO NÚCLEO DE PRODUÇÃO DO TCA, DE SEGUNDA A SEXTA, DAS 13H ÀS 17H. E SERÃO REALIZADAS NOS DIAS 26 A 30 DE JANEIRO.

OFICINA DE CENOGRAFIA - HÉLIO EICHBAUER

OFICINA DE ILUMINAÇÃO - GUILHERME BONFANTI
OFICINA DE OBJETOS CÊNICOS - OLGA GOMEZ
OFICINA DE FIGURINO - SIMONE MINA

Domingo, Janeiro 04, 2009

vôo

Prunus en fleur, de Shitao. Musée de Shangai

Não faço acordos: aceito tudo, menos tirar o mais belo acento da língua portuguesa. Em vôo, o acento não é mais um sinal diacrítico circunflexo, é uma andorinha sobrevoando a palavra, é uma revoada, uma asa, um pouso, um teto, uma abóbada, um céu. O chapéu do marinheiro, bandeira, um canto, um último suspiro, um barquinho de papel.
Eu vôo e o meu vento não soprará este acento.

Sábado, Janeiro 03, 2009

nonada

Carnival Center (E.U.A), uma casa onde estive em 2006, dirigindo um espetáculo

Pois: criei este blog num dia de Yemanjá. E queria que ele fosse uma morada. Mesmo tendo um carinho especial por titulos, descuidei desse e acabei dando o primeiro nome que me ocorreu: falava de casa, de mãe e, de sobra, desta liberdade do blog em misturar assuntos variados, como uma casa da mãe joana. Nada criativo, porém. Continuará assim, mas em tempo de novos acordos ortográficos, faço uma pequena modificação. Agora será casa da mãe nonana, numa pequenina homenagem ao Guimarães Rosa e sem perder o balanço final de ana, este nome bonito de mulher que ilumina a identidade de algumas amigas que tenho. Uma destas queridas anas, capricorniana, está bem longe, morando na casa de Obama, e como o escritor mineiro, também borda suas artes em papel.

Quinta-feira, Dezembro 25, 2008

reza do galo


Cristo, às vezes, aparece-me como pontos luminosos explodindo do barro.